MAPA DAS DESIGUALDADES:
Efeitos das desigualdades na saúde mental e na participação política
CONTEXTO
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde mental como um estado de bem-estar que vai além da ausência de doenças e engloba as habilidades de lidar com os estresses cotidianos, trabalhar de forma produtiva e contribuir para a comunidade. Minorias sociais enfrentam barreiras estruturais associadas a piores condições de saúde mental e, portanto, é importante investigar os mecanismos psicológicos e sociais envolvidos nesse processo.
O Mapa das Desigualdades surge, então, como um projeto de pesquisa interdisciplinar que investiga como desigualdades sociais moldam a saúde mental, o bem-estar psicológico e a participação política de pessoas pertencentes a grupos minoritários no Brasil e no mundo. A iniciativa busca compreender os impactos negativos das desigualdades – como prejuízos em saúde mental, estresse e exclusão política –, além de investigar possíveis fatores protetivos.
Ao integrar dados coletados em diferentes regiões do Brasil e em outros países, o projeto permite mapear padrões gerais e variações contextuais, contribuindo para uma compreensão mais ampla e sensível das desigualdades contemporâneas. Além disso, o Mapa das Desigualdades tem, entre seus objetivos, produzir evidências científicas que possam subsidiar políticas públicas, intervenções sociais e estratégias de promoção da saúde mental e da equidade, tornando esses dados acessíveis por meio de visualizações interativas que facilitem o diálogo entre ciência, sociedade e tomada de decisão.
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Como experiências de discriminação associadas à raça, ao gênero e ao status socioeconômico se relacionam com a saúde mental, o ativismo e a participação política?
De que maneira a sensação de pertencimento a grupos minoritários pode proteger – ou intensificar – os efeitos psicológicos da discriminação?
Quais características individuais ajudam a explicar por que algumas pessoas se engajam politicamente diante da discriminação, enquanto outras se afastam?
Como múltiplos pertencimentos minoritários (por exemplo, raça, gênero e classe) se combinam para produzir experiências específicas de exclusão ou vulnerabilidade?
Esses padrões se mantêm consistentes em diferentes regiões do Brasil e contextos sociopolíticos?
Esses padrões são observáveis de forma semelhante em outros países?
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Pertencimento a grupos minoritários (raça, gênero e status socioeconômico)
Experiências de discriminação
Status socioeconômico objetivo e percebido
Ideologia
Orientação à Dominância Social
Autoritarismo de Direita
Crenças de Justificação do Sistema
Variáveis sociodemográficas
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Saúde mental (depressão, ansiedade, estresse, autoestima, esperança)
Participação política (online e offline)
Ativismo
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Senso de pertencimento e identidade grupal
Traços ideológicos e psicológicos
Interseccionalidade (pertencimento a diferentes grupos minoritários)
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NOSSA EQUIPE
Fernanda Pantaleão (CV)
Letícia Morello (CV)
Mateus Viana (CV)
Ana Júlia Fontanez (CV)
Roosevelt Vilar (CV)
Jessica Maruyama
Gabriel Rêgo
Paulo Boggio - Coordenador
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